terça-feira, 27 de julho de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dias 16, 17, 18 - San Pedro e Atacama

Em Viagem - Dias 16, 17, 18 - San Pedro e Atacama (26 a 28/06/2010)

Um casal de brasileiros que conhecemos no percuso de Uyuni até San Pedro questionava-nos "3 dias em San Pedro? haverá tanta coisa para fazer? vai ser tudo igual...".
Sem concordar não contestei muito. Não tinha preparado grande coisa para San Pedro, ia ser procurar no local, mas algo me dizia que o tempo seria bem empregue, nem que fosse para relaxar...

Na verdade, para não variar, descanso nem vê-lo! É que em San Pedro há toneladas de coisas para se fazer.
Há o percurso em direcção a Uyuni, há lagoas, lagos salgados onde é quase possivel caminhar sobre a água, vulcões e salares, há os geysers, há os vales de la luna e de la muerte, aldeias e sites históricos e o grandioso deserto Atacama que se extende sobre grande parte do norte do país.

A nossa aposta começou por ser subida do vulção Lascar, um dos poucos activos na zona.
Contudo, se cá vierem, darão por melhor empregue o vosso tempo se, como fizemos no dia seguinte, alugarem uma bicicletas e se dirigirem para fora de San Pedro. Há vários percursos que se podem fazer. Nós fomos em direcção a Valle de la Luna e Valle de la Muerte e as paisagens são incríveis. Algo verdadeiramente único!
Fazer aquela travessia pelo deserto proporciona-nos cenários espectaculares e os vales são absolutamente magníficos.

À saída para a nossa jornada de 40km juntaram-se a nós dois cães que brava e lealmente nos seguiram todo o caminho.

Visitamos também o museu, um testemunho histórico dos antepassados dos Atacamenhos, e os Geysers del Tatio.

Aqui conhecemos também algumas pessoas que ficarão marcadas na nossa memória ao lado das imagens que os olhos fotografaram. O casal alemano-brasileiro que veio connosco de Uyuni, o casal americano residente em Santiago e companheiros de hostal e sobretudo a Joyce e a Ingrid.
A Joyce que, vinda de Campinas no Brasil, viajava há um mês com muitos pontos em comum com o nosso percurso e terminava aqui a sua viajem. Super simpática, destemida e "alto astral" foi, durante estes 3 dias, a nossa companheira inseparável de aventuras.

A Ingrid, Chilena original de Santiago, conhecemos no primeiro dia, nosso e dela, em San Pedro, enquanto tomavamos um delicioso chocolate quente num café local para afugentar o frio do final de tarde e repor energias. Muito orgulhosa do seu País, que ao longo de 4300km de comprimento oferece uma diversidade imensa e paisagens fantásticas, veio para conhecer o norte e passar as festas de San Pedro no lugar onde elas são mais típicas. Numa localidade pequena como esta não poucas vezes nos cruzamos com ela de quem fomos recebendo várias dicas para a nossa estadia em Santiago e sobre várias outras zonas do Chile, antecipando desde já um regresso que inclua pelo menos a região dos lagos e a Patagónia.

Durante a nossa estadia pudemos ainda assistir a 2 jogos do Chile no mundial. Mas não se pode dizer que tenhamos trazido sorte já que o resultado foram as derrotas com a Espanha e Brasil.



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dia 15 - Chegada a San Pedro (25/06/2010)

Em Viagem - Dia 15 - Chegada a San Pedro (25/06/2010)

Ao 15º dia de viagem completávamos a nossa jornada na Bolívia.
Durante dois dias e meio finalizamos o nosso percurso por todas aquelas paisagens deslumbrantes, únicas e inóspitas onde a única marca da humanidade eram as marcas que os pneus dos jipes que fazem aquele circuito rasgam no chão.
O fim do percurso era paredes meias com o Chile e o jipe voltaria para Uyuni mas nós ficariamos junto à fronteira onde seguimos de autocarro até San Pedro.
Este era um dos meus objectivos de há poucos anos para cá, poder visitar o deserto de Atacama, o deserto mais alto e mais árido do mundo.

Assim foi. Chegamos a uma vila pequena mas muito arranjada onde no centro é grande a oferta de restaurantes, hospedagem e agências de turismo. Apesar disso, todas as ruas mantêm os seus traços originais e essa grande oferta turística não é "in your face", como em muitos lugares, mas sim harmoniosa com a pitoresca povoação. As casas, pelo menos no centro, têm todas a altura de um piso térreo.
Os restaurantes, face ao calor que se sente durante o dia, têm normalmente uma parte descoberta no seu interior o que faz com que há noite, quando a temperatura desce dramaticamente, se acendam fogueiras que aquecem as mesas em seu redor.

Um oásis situado às portas do Atacama, a cor que sobressai é o castanho da cor das ruas em terra batida e das casas pintadas em cor de barro que alternam com outras pintadas de branco. Uns toques de cor eram dados por alguma vegetação e pelas bandeiras do Chile que nesse mesmo dia viria confirmada a passagem aos quartos de final. Infelizmente uns dias depois, ainda em San Pedro, assistimos à sua eliminação frente ao Brasil.

Contudo, apesar da existência de muitos pequenos hoteis e hostels, não foi nada fácil arranjar alojamento.
Não tinha efectuado reserva, levava apenas uma lista de opções. Não contei foi com a festa de San Pedro e com a quantidade de Chilenos que fazem ali férias nesta altura.
Acho que corri quase todos os hostels que existem em San Pedro e depois de muitos "estamos llenos", algumas espeluncas e outros tantos carotes lá encontrei um com muito boa relação qualidade-preço. Uma espécie de bungalow, num conjunto de não mais de dez com direito a pátio e mesa de jardim para aproveitar aquele sol radioso.